segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Comunicando para que as pedras continuem caladas




O ser humano assim como vários outros animais é um ser comunicativo por natureza, porem dotado de racionalidade, e através da nossa comunicabilidade natural lançamos sobre as outras pessoas nossas idéias. Dependendo da intensidade de veracidade com que transmitimos nossos devaneios e da atual condição do receptor da mensagem, nossa ideologia será absorvida, ou não.

Como Igreja, temos uma tarefa dessas de se ganhar o mundo através de uma idéia. Uma idéia não tida por homens, mas por Deus: o evangelho.

A idéia mais atraente e benéfica é a reconciliação do homem para com Deus através de Cristo Jesus. Ela é atraente, desde que vista através de olhares mais perspicaz, desde que vista sobre uma perspectiva eterna, porém para quem não pensa e não gosta de sua vida e tenta “salvá-la” se inclinando às baladas, às drogas, ao sexo ilícito, ao hedonismo, à ganância acaba por ignorantemente perdê-la.

Muitas pessoas quando ouvem falar sobre a justificação, sobre o pagamento dos nossos pecados por alguém que nunca pecou acha injusta essa forma de livramento e não concorda alegando que Deus não é tão mau assim ao ponto de crucificar um homem para que eu ou você que está lendo esse texto agora tenha perdão sobre nossos pecados.

Outros até acreditam que existe um céu e um inferno, mas curiosamente acham que Deus é infinitamente bom ao ponto de salvar a todas as pessoas só por que Ele as ama.

Ainda existem pessoas que crêem que se nós formos bons, se praticarmos boas obras poderemos ter a chance de reencarnar em uma vida melhor e que esse papo de pecado original, de sacrifício substituto é papo de pastor ladrão.

Muitos estão sendo levados por ventos de doutrina que sopram dos quatro cantos desse mundo, ensinamentos apóstatas, cegos pelo príncipe desse século, onde ficam impossibilitados de verem que há uma Luz.

Deus quer que comuniquemos essa boa notícia a todos. Deus se fez carne assumindo forma humana com o intuito não só de fazer o sacrifício em nosso lugar, mas também para comunicar que o Reino dos Céus havia chegado. E que assim como Ele veio e anunciou o seu reino ao homem, nos temos a incumbência de proclamar que há um Deus, e que esse Deus é Jesus Cristo, que somente Ele pode nos livrar da condenação dos nossos pecados através do arrependimento. Somente Ele.

Que nós possamos a pulmões cheios clamar e dizer que Bendito é o Rei que vem em nome do Senhor, pois veio para nos livrar do mal, para nos dar paz.

Se não comunicarmos aos outros, as pedras o farão.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Lutando para clarear o Caminho...








Bom tarde, bom dia ou boa noite... tudo bem com você?

Espero que sim, pois esse mundo é mau e se dermos alguma trelinha pra ele, logo nos vemos envolvidos em suas mentiras, enganações e armadilhas...

Muitas vezes confundimos as bênçãos e obras belas criadas por pessoas, que embora não professem uma fé ou assiduidade em alguma instituição religiosamente cristã (muitas vezes levítica), por coisas atreladas ao mal, ao demônio, ao inimigo ou ao pecado. Mas deixamos de perceber que são exposições de dons que Deus nos concedeu quando nos fez à sua imagem e semelhança permitindo-nos racionalizar, emocionalizar, sentir prazer, entre outras graciosidades...

E por causa disso nos vemos trancados em um sistema, modelo metódico humanizado, que atrofia nosso entendimento nos empurrando garganta abaixo qualquer coisa que seja aprazível ao que fala ou ensina nos colocando numa mensagem subliminarmente obscura que nos diz ser proibido pensar.

Que nós possamos ver, pensar, refletir, acreditar naquilo que seja acreditável não por ser logicamente acompanhável através da lógica que tenta quebrar a lógica da lógica prática humana, mas acreditar naquilo que a maior sabedoria nos ensina a crer: no amor. No amor de Alguém (para alguns, algo ou apenas o sucesso de uma série de milhares ou milhões de tentativas do acaso) que nos permite devanear, amar, sentir, pensar, planejar, elaborar, imaginar; não racionalizar que essas dádivas que Deus nos concede sejam coisas atribuídas a uma força contraria a Ele, mas Dele.

Quando nós creditamos impureza a algo puro e nos deixamos levar pelo prazer de apreciarmos “essas coisas” ainda que escondidas de alguém com o medo da repreensão daquele ou daquela, pois temos em nossa consciência que aquilo que estamos nos permitindo é coisa do demônio e que por causa desse nosso sentimento interior acabamos por ignorar e mentir ao que não se deixa enganar e revelamos (tomara que a nós mesmos, pois assim podemos perceber que erramos e que podemos voltar atrás em nossas atitudes hipócritas) que ao que não se deve desapontar, estamos desapontando em “benefício” daquele que é tão ou mais podre que nós mesmos. E o pior: tudo isso por ignorância causada por aquela mensagem citada a poucos momentos atrás que é proibido pensar.

Outra cilada que nós caímos, mesmo criada por nos mesmos, é a de associar esses nossos equívocos de se permitir ser conduzido alienadamente por alienados da graça de Deus ao próprio Deus. Assim nós atribuímos todos os pré-conceitos, ganâncias, artimanhas criadas pelo homem numa tentativa de crescimento demográfico em uma congregação ou em uma obesidade numa conta bancaria dessa mesma e até de seu líder Àquele que é contra a mentira, Àquele que disse que o amor ao dinheiro é fonte de todos os males, Àquele que disse que devemos amar não somente ao nosso próximo, mas também ao nosso inimigo, Àquele que promete um reino abundante de justiça, pois o Rei é o justo que se fez injustiça para que os justos se formassem justos.

Deus está muito mais alem da nossa dimensão que circula o entendimento. Muitas vezes se fala que Deus quer que a pessoa tenha determinada atitude ou comportamento, mas que se pararmos para pensar e ver com um mínimo de ética fundamentada naquilo que Jesus falou no sermão da montanha citado no evangelho de Mateus 5, vemos que nos é ensinado que devemos ser humildes, piedosos, mansos, pacificadores entre outros atributos indicando-nos que assim herdaremos o reino dos céus.

Eis a verdadeira sabedoria: o Evangelho. O fato de Deus ter vindo até o homem desprovido de qualquer atributo que lhe condicionasse sua verdadeira condição de soberania e exaltação, mas repleto de mansidão, misericórdia, compreensão, repleto de amor, um amor que nos constrange por sermos podres, imundos, sem capacidade de andar com nossas próprias pernas a caminhos mais longos...

E diante disso tudo, o miserável tenta chamuscar e ofuscar talvez inconscientemente, porem mais voltado para seus próprios desejos de poder, fama, riqueza, essa Luz, de maneira que nos reste apenas uma pequena penumbra, obscurecendo o Caminho que outrora seria bastante simples seguir, mas devido a tantos incrementos (talvez excrementos seria mais apropriado) tornou-se tortuoso, opressor e castrador nos impedindo de desfrutar dos bons prazeres, do melhor dessa terra....

Que não possamos nos confundir com as confusões atribuladas de atribulados que ainda precisam de luz para que vejam o Caminho, visto que assim como ervas daninhas, suas raízes sufocaram o crescimento da boa semente e fizeram com que assim crescesse outro tipo de fruto que se misturou com os bons nos tornando quase que impossível discernir qual o bom e qual o mal, reservando assim para no dia da colheita separar os feixes para serem queimados.

Que nós possamos ser humildes de coração, piedosos, misericordiosos, generosos, mansos, pacificadores. Que nós possamos amar assim como somos amados, que nós possamos perdoar assim como fomos perdoados. Que possamos mostrar através de nossas vidas, não somente por meio de palavras, para que elas não se tornem vãs, o Jesus que isso nos ensinou.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Ele é o único que pode fazer, e faz.







O agir de Deus é poderosamente simples e ao mesmo tempo simplesmente poderoso. Em muitos momentos quando estamos engajados em algum projeto evangelístico bate um desanimo... ficamos imaginando se as pessoas estão realmente recebendo, se estamos fazendo da maneira correta, se realmente vale a pena...

Dessa forma estamos cometendo umas falhas tipicamente sinergístas ao associarmos o resultado da nossa pregação a nós mesmos. Estamos assim almejando por usurpação a glória que não é nossa, mas do Único que é capaz de fazer com que uma alma miseravelmente des-graçada possa deixar de ser receptora de sua ira para ser detentora da graça de Deus.

Mas deixa eu te falar uma coisa óbvia: nós não pregamos a nós mesmos, senão a Cristo crucificado. E isso é bastante claro que nós não temos influencia alguma sobre o plano de Deus de salvar aquele que ele quer que seja salvo. Nós apenas estamos dando continuidade a uma obra que Ele já fez primeiramente em nós, afinal foi Ele que também nos capacitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do Espírito; porque a letra mata, mas o Espírito dá vida.

Ele não nos chamou para pregar um evangelho baseado em obras mortas, que só nos a uma prisão, mas simplesmente na graça. Afinal, Deus nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos confiou o ministério da reconciliação.
Quando pensamos que o que estamos fazendo está errado, quando bate o desanimo, Deus nos mostra que nós não podemos fazer nada, mas revela que é somente Ele quem pode fazer, e faz.

Vamos deixar de nos gloriar em nós mesmos, com a falsa humildade quando dizemos que “eu não fiz nada, mas foi Ele quem fez, irmão...” aaaaaaaaaaaaaaaaaa deixa de hipocrisia e assume logo vai, que você se sente glorioso quando as coisas de Deus funcionam quando você esta envolvido, quando vem algo em sua mente que pode dar certo e que quando você aplica esse pensamento súbito e vê que ele realmente terá ou teve êxito você já fica todo gabola, se sentindo o super... o superespiritual, o supercrente, o super... Cuidado meu irmão com esses davaneios. Já ouve uma história de um que pensou semelhantemente e caiu feio e o seu destino não foi o dos mais aprazíveis. Cuidado com quem imitamos. Vamos procurar imitar Paulo. Pronto. Imitar Paulo. Ele nos incita a fazer assim bem claramente. É mais seguro. Vamos dizer assim: Senhor, tua graça me basta! Pois é verdadeiramente e unicamente Deus quem faz, e faz.

E ele faz assim de forma simples, singela, sem precisar de muitos aparatos, quando quiser, da forma que quiser, pois afinal de contas tudo é Dele, por Ele e para Ele. E isso é que é maravilhoso, pois quando percebemos que não fizemos absolutamente nada alem daquilo que ele quer que nós façamos, acontece a manifestação das suas maravilhas. Pessoas são salvas, se arrependem de seus pecados, percebem que há um Deus que verdadeiramente as ama, pelo simples fato que não sabemos o porque que Ele nos ama tanto ao ponto de dar seu próprio Filho para morrer para que assim possamos ter vida Nele.

Há momentos que estamos desanimados com a falta de resultados na obra do Senhor e entristecemos a nós mesmos, pois o trabalho acaba parecendo que não tem êxito. Mas são nesses momentos em que o Pai está trabalhando. Ficamos tristes com o silencio de Deus. Mas são nesses momentos que ele trabalha. Afinal, ele trabalha no silencio, não às escondidas, mas no silencio, pois as coisas de Deus não precisam de alarde para que tenham credibilidade e resultados. Elas apenas são o que são, assim como Ele é o que é. E não cabe a nós tentarmos descobrir ou saber o porquê que Ele fez isso ou aquilo, temos que apenas aceitar e esperar com a certeza que Ele vai fazer, e faz.